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— Prefiro a massa do bolo assim, crua. É tão bom. Por que precisa assar? Helena reclamou, depois de lamber um restinho de massa que ficou no batedor.
— Dá dor de barriga. A avó explicou, não a deixando pegar mais.
— Não acredito nisso, acho que os adultos inventam essas coisas pra gente não comer o bolo todo antes da hora. Helena reclamou.
— Faz mal, sim. O ovo cru pode ter salmonela. Precisa assar para evitar o perigo de contaminação. Andressa explicou, se deliciando com o que tinha sobrado na espátula.
Carolina suspirou, apontando para a contradição: enquanto Andressa explicava por que não deveriam comer, ela mesma lambia o batedor da batedeira. Vai entender…
— Só um pouquinho não faz mal. Ela justificou, dando outra lambida.
— Hummmm! Rafael já estava com aquele bigode de chocolate, de tanto ajudar sua avó a fazer bolo e, ajudar, nesse caso, significava lamber os restos que podiam ser lambidos. Assim que despejou toda a massa de bolo na forma, a avó Tarsila usou o pão-duro, aquela espátula feita pra não sobrar nada na travessa, e colocou no forno. Marcou o horário certinho e saiu da cozinha para resolver outras coisas, deixando os quatro netos sozinhos.
— Só porque a vovó está atrasada, a Nebula não vai ter brigadeiro na festa? Helena reclamou. A turma estava preparando a festinha da Nebula. Era seu aniversário e, lógico, o bolo da cachorrinha ia ser feito com biscoitinhos de cachorro e petiscos. Mas as crianças teriam direito à festa completa.
— Verdade! Só ‘tá faltando fazer brigadeiro agora! Andressa lembrou. Não lembro como faz!
— Também não sei fazer. Reclamou Carolina.
— E nem eu. Choramingou, Helena.
— Vovó disse que não vai ter tempo pra fazer mais nada. E agora?
— Não acredito que vocês não sabem fazer. Rafael estava pronto para ajudar, já tinha feito brigadeiro com sua avó muitas vezes. —Vou ensinar! Preciso de leite condensado, manteiga e chocolate em pó. Ele disse.
— Só isso? Carolina achou pouca coisa.
— Também preciso de granulado pra enrolar, forminhas e um micro-ondas. Assim que o menino falou “micro-ondas”, lembraram que a avó não gostava de usar esse eletrodoméstico. O dela estava tão velho que nem sabiam se ainda funcionava.
— Calma, vamos resolver esses problemas. Nunca fiz na panela, porque nem a vovó nem a mamãe me deixam usar o fogão, mas sei como fazer e posso explicar. Tem que ficar mexendo até desgrudar da panela. Disse ele.
Andressa concordou. Essa parte ela conseguiria fazer. Estava indo até o fogão quando Carolina deu a boa notícia: o micro-ondas estava funcionando.
Helena não encontrou granulado de chocolate no armário, então ofereceu açúcar de várias cores lindas para substituir.
— Pode ser esse açúcar coloridinho? Podemos enrolar com isso? Sugeriu a menina.
— Muito bem! Vai funcionar! Vai ser um sucesso! — Rafael comemorou.
Tempo de preparo: cerca de 1 hora (contando o descanso)
Você vai precisar de:
Modo de fazer:
Fica docinho, gostoso e perfeito pra dividir com quem você gosta — ou não dividir com ninguém!